Estive pensando numas coisas, dessas que a gnte pensa antes de dormir e que às vezes podem ser bem interessantes:
Eu te amei. Você me amou. Só nós dois sabemos o gosto e a intensidade daqueles dias tão especiais, quando nossos corpos viviam entrelaçados e quentes como o sol da Bahia. Porém, me parece muito estranho que só porque eles (nossos corpos, apenas) estão longe eu tenha que te esquecer, bloquear mes pensamentos em você. Como se a ausência dos corpos não nos permitisse continuar trocando energias.
E não, não se trata de viver no passado. Não se isso é tão presente em mim! Talvez pareça loucura, prisão essa falsa impressão de que eu "parei no tempo" assim. Mas ao contrário, o que eu quero é a liberdade de poder te amar e continuar vivendo. Somos livres e se você concordar conigo, tudo será muito mais fácil. Se concordar que posso te amar, que podemos trocar carinhos, palavras, música e poesia e que, ao mesmo tempo, isso não nos empede de nos encontrarmos com outras pessoas. De nos deitar e nos deleitar com outros e outras.
Quero que você ame, que seja livre para amar, assim como fomos. Porque éramos só vontade e nunca necessidade, norma. Aliás, te amei e você me amou só porque não éramos necessários um ao outro, porque não carregávamos nenhuma obrigação de amar.
Como eu quero que você me entenda e consiga ouvir essas palavras. E que elas te façam sentido e que você não tenha de mim uma percepção negativa, que não me infantilize nem queria diagnosticar-me porque fujo à norma. Como tantos o fariam! Infantilizariam e diagnosticariam-me como louca apenas, sem perceber a possibilidade das coisas que falo, simplesmente por medo, covardia e vontade de controle. Sede de poder.
Desconstruamos esses mitos então:
O amor não precisa ser entre duas pessoas, não precisa nem mesmo ser recíproco e talvez ele seja assim na maior parte do tempo. É necessário um tempo de reciprocidade, de encontro mútuo sim, mas o amor está fadado a ser assim apenas por um pequeno - mesmo que intenso - momento.
Podar o amor nunca é necessário para quem sabe da troca de respeitos e vontades individuais, libertárias e libertinas que é o amor.
"Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários."
(Roberto Freire)
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
No morro da Casa Verde tem uma roseira
"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá..."
http://www.youtube.com/watch?v=HRFw5u5wR4c&feature=related
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Blasé
Não. Definitivamente, não tô mandando currículo na busca de um novo amor. Cansei. Isso mesmo. O mundo pode acabar hoje que eu não ligo. Cansei das dores de estômago, das crises de inquietação, do excesso de adrenalina que não leva a nada. Ou melhor, que só leva ao nada.
É verão, vejo todo mundo se apaixonando, se perdendo em amores, delírios e eu assistindo de camarote, esse desfile carnavalesco e super colorido, da janela de um sobrado de cores pálidas e dando um sorriso de indiferença para o mundo. Hoje não há nada que me faça mover. Se o mundo acabasse, só ia me preocupar em entrar numa canoa, (e não um barco maior, que é pra caber só aquelas pessoas que eu escolhi a dedo e não troco por nenhuma outra) e velejar por aí, até chegar numa ilha qualquer, ou de repente ir morar na Lua com eles.
"Eu fecho com chave de ouro essa casa
Com chave de ouro essa sala
Com chave de ouro essa porta
Quando quiser eu volto
Não adianta me pedir que hoje eu não volto
Não adianta me pedir que hoje eu não abro
Não adianta me pedir que hoje eu não choro."
http://www.youtube.com/watch?v=_TmuFDE4ltk
E quem é que não precisa fugir de vez em quando? Espantar os vícios, as energias pesadas, o excesso. Vou-me. Tomar o exemplo do mestre Cartola ou do Lenine, e vou pra rua, sozinha, tentar me encontrar.
Au revoir!
É verão, vejo todo mundo se apaixonando, se perdendo em amores, delírios e eu assistindo de camarote, esse desfile carnavalesco e super colorido, da janela de um sobrado de cores pálidas e dando um sorriso de indiferença para o mundo. Hoje não há nada que me faça mover. Se o mundo acabasse, só ia me preocupar em entrar numa canoa, (e não um barco maior, que é pra caber só aquelas pessoas que eu escolhi a dedo e não troco por nenhuma outra) e velejar por aí, até chegar numa ilha qualquer, ou de repente ir morar na Lua com eles.
"Eu fecho com chave de ouro essa casa
Com chave de ouro essa sala
Com chave de ouro essa porta
Quando quiser eu volto
Não adianta me pedir que hoje eu não volto
Não adianta me pedir que hoje eu não abro
Não adianta me pedir que hoje eu não choro."
http://www.youtube.com/watch?v=_TmuFDE4ltk
E quem é que não precisa fugir de vez em quando? Espantar os vícios, as energias pesadas, o excesso. Vou-me. Tomar o exemplo do mestre Cartola ou do Lenine, e vou pra rua, sozinha, tentar me encontrar.
Au revoir!
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