segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

pensée avant de dormir


Quando o corpo quer ir além, quer superar o eterno retorno, quer transcender e evoluir a atual condição que se apresenta em vida.

A paz se apresenta em poucos segundos, como uma sedutora mulher perseguida por todos. É condição essencial de sua existência para que eles voltem a querê-la. Modernidade, you're heartless bitch.

Preguiça, tédio, excesso de sobriedade, desejos contidos, falta de vida.

O silêncio pede pra existir, como uma criança insistente puxando a manga da blusa da professora, que anseia pela liberdade social de falar. Há algo mais irritante que isso? (Começo a achar que minhas palavras insistem em encontrar-se quanto mais opostos forem. Será que isso diz alguma coisa? Sobre mim, certamente.)
Só a repetição é mais irritante do que essa metáfora. Repetição, aliás, que faz parte dela. Estamos presos. Há que se buscar um refúgio. Será? Talvez todo o erro tático seja buscar refúgios! Não. Não há que se buscar refúgos, mas subverter a ordem. (Invertendo-a?). Je ne se pas. Continuo não sabendo sobre subverter a ordem, não pode esquecer-se que é doloroso, já que tem influência outros.

Talvez eu durma agora. E dormindo, quem sabe não encontro alguma resposta nos sonhos. Quem sabe.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

E foi dada a largada...

Eu costumo sempre fazer um post de apresentação nos meus blogs. Nenhum deles durou muito tempo, este pretendo que dure um pouco mais, até porque, mesmo que eu tenha um formato em mente - que tem muito a ver com o título do blog - quero deixá-lo livre e ver que caminhos ele escolherá percorrer.

A intenção a priori é gritar. Deixar de silenciar a violência de todo dia, que chega até mim pelas mais diferentes maneiras. Assim eu evito falar pra ouvidos desinteressados e, ao mesmo tempo, tempo fazer da minha voz, das minhas palavras, uma corrente.


http://www.youtube.com/watch?v=wV4vAtPn5-Q